Fim de semana do pedal

Hoje é dia de Massa Crítica

….fazendo um mês do atropelamento…seguimos reivindicando nosso espaço nas ruas

18:15h no largo Zumbi dos Palmares

Amanhã tem encontro entre Cíclicas e Pedalinas(SP)! Ambas as iniciativas são para incentivar as mulheres ao uso da bike! Algumas das Pedalinas estão na cidade para dar seu apoio a massa de hoje, aproveitamos a oportunidade para trocarmos experiências e pedalarmos juntas!

15h no chafariz da Redenção

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8 de Março – Mulheres do Campo e Mulheres Urbanas

Ontem como as “Mulheres Urbanas”, fizemos uma caminhada pela cidade para manifestarmos nossa luta pelo dia 8 de Março. no fim de nossa caminhada nos juntamos as Mulheres do Campo, que antes de chegarem a Porto Alegre ocuparam a Braskem, protestando contra a monocultura de cana de açúcar.

Este ano escolhemos denunciar 4 poderes, que representam a opressão e a desigualdade que sofremos pela lei do capital e do patriarcado que se sustentam reciprocamente.

poderes: ESTADO, GOVERNO, “JUSTIÇA” e MÍDIA.

A Justiça permite que as mulheres ainda recebam menores salários e que tenham trabalhos precários e desumanos. A Mídia que explora a imagem da mulher, lucra com isso e dita padrões de beleza para nos escravizar. O Estado ocupa o grau mais elevado e alimenta a sociedade patriarcal. As leis dos governantes que impedem a nós mulheres de decidirmos sobre nossos próprios corpos, leis que não cumprem o papel da qual dizem fazer. Todos esses poderes colocam as mulheres em posição de vulnerabilidade, instigam a violência contra a mulher e a desigualdade de tratamento e de direitos.

8 de março – Menos Flores, Mais luta!

grupos que participaram:

ação anti sexista
cambada de teatro em ação direta levanta favela
casa de resistência cultural
comunidade autônoma utopia e luta
mulheres livres
resistência popular

algumas fotos aqui!

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Pedalada de Mulheres! é hoje!!!

Neste domingo acontece a primeira bicicletada só de mulheres aqui em porto Alegre!

A Massa Crítica ou bicicletada, vem ocorrendo toda última sexta feira do mês aqui em Porto Alegre.

À partir da M.C., surgiu a idéia entre as mulheres de se fazer uma pedalada só de mulheres. São varias as razões: pra dar espaço para novatas, para encorajar mais mulheres de todas as idades a pedalar, gerar independência, para as que querem apenas celebrar o pedal, etc…

Assim esta pedalada tem o cunho de ser um encontro também pra trocas de idéias e solidariedade de umas com as outras. Sabemos das dificuldades que muitas enfrentam, principalmente quando estamos pedalando sozinhas,sejam cantadas indesejáveis, o trânsito agressivo, ou até mesmo dúvidas na manutenção das bicis.

Esta iniciativa existe em vários lugares do mundo, aqui no Brasil sabemos que rola pedal só de mulheres em São Paulo e em Belo Horizonte.

A primeira pedalada de mulheres de Porto Alegre é hoje, domingo dia 20 de fevereiro, e será no chafariz do Parque da Redenção, às 17h, para um bate-papo e às 18h, é a “largada” do pedal, em trajeto a ser definido na hora.

Convido-as aqui para ajudarem a construir esta idéia! Neste primeiro encontro estaremos escolhendo o nome do grupo!

———————————————–Atualização 21/02/11

Escolhemos um nome, Cíclicas! Estaremos pedalando sempre no primeiro domingo do mês.

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Ameaças de ataque a Parada Livre

Neonazistas ameaçam  participantes da Parada Livre.

Não é a primeira vez que ameaças como esta vem à tona. Paradas anteriores também receberam ameaças e a parada de São Paulo também já foi ameaçada mais de uma vez. Na realidade a ameça com a qual temos que lidar não está limitada a ataques à paradas, apenas esse mês dois ataques homofóbicos ganharam à mídia corporativa, mas sabemos de muitos outros casos que não ganham tamanha atenção. As ruas não são seguras

e refletem o preconceito cruel de nossa sociedade. Os grupos fascistas/neonazis são o cume desse preconceito, levado à sua forma mais extrema e estereotipada; são um simbolo e por isso mesmo devem ser combatidos.

em defesa que lésbicas e gays estejam nas ruas sem sofrerem ataques!

A Parada Livre é neste Domingo, 27 de Novembro
A partir das 14h, Parque da Redenção.

 

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Dia Internacional de Combate à Violência Contra às Mulheres

Hoje, dia 25 de novembro é o DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!
Estaremos presentes na esquina democrática, a partir das 11 horas, para manifestarmos nossa repúdio à violência contra as mulheres, que é sistemática e um sintoma da realidade patriarcal. Estamos falando de VIOLÊNCIA FISICA, VIOLÊNCIA VERBAL, ESTUPRO, VIOLÊNCIA-PELO-SEXO, etc. aplicados diariamente como instrumento de coação e dominio.

Já Basta!

NA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, A GENTE METE A COLHER!

1ª Feira do Livro Anarquista de PoA

Nos dias 5, 6 e 7 de novembro estará acontecendo, no Espaço Libertário Moinho Negro (Rua Marcilio Dias, 1463) a 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre. Além da participação de diversas editoras anarquistas do Brasil, do Uruguai e da Argentina, haverá uma programação de música, oficinas, bate-papos e filmes. Venha conhecer o espaço e acrescentar com sua presença e participação!

A Ação Antisexista propõe no domingo um diálogo sobre as conexões entre anarquismo e feminismo. Existe anarquismo sem feminismo? Qual a importância dos princípios libertários para o feminismo contemporâneo?  E ainda o lançamento dos zines Nem Escravas Nem Musas #2 e Reajindo – Defesa pessoal para mulheres de todas as idades.

Programação da Feira:

Sexta- (5 de novembro)

*Abertura da Feira do Livro Anarquista
Horário: 19:00

*Espetáculo:
“O Homem Banda”, com Mauro Bruzza, da Cia. UmPédeDois

* Lançamento:
Dias de Guerra, Noites de Amor – Crimethinc e Zonas Autônomas – (vol. 2) – Hakim Bey, pela Editora Deriva

Sábado (6 de novembro)

*Oficina:
Costura de Livros sem frescura
Horário: 11h – 12:30
Proponente: Editora Deriva
Almoço Vegano
A partir das 13h

*Bate-papo:
Anarquismo e Geografia
Horário: 14:30 – 16:00
Convidado: Dilermano Cattaneo

*Bate-papo:
História pelos Anarquistas
Horário: 16:30 – 18:00
Convidado: Anderson Romário Pereira Corrêa

*Filme e bate-papo:
Ácratas
Horário: 19h

Domingo (7 de novembro)

*Oficina:
Stencil
Horário: 10:00
Proponente: Carol Flores

Almoço Vegano
A partir das 13h

*Bate-papo:
Anarcologia e Protopia
Horário: 14:30 – 16h
Convidado: Alt

*Bate-papo:
Política e Anarquismo
Horário: 16:30 – 18:00
Convidado: Bruno Lima Rocha

*Bate-papo:
Feminismo e Anarquismo
Horário: 18:30 – 20:00
Convidada: Ação Antisexista

Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização do Aborto!

O aborto é uma realidade. Ele vem sendo praticado por mulheres em todo o mundo e no Brasil não é diferente. A legislação brasileira proíbe o aborto taxando-o como crime contra a vida e prevê detenção que pode variar de 1 a 10 anos, porém sugere a não punição para os casos onde há risco de morte para a mãe ou quando a gravidez é resultado de estupro. Mesmo nesses casos a mulher tem que se submeter a lento e traumático processo judicial para requerer autorização de abortar ou não ficar submetida à punição. À maioria resta apenas o aborto ilegal, realizado em clinicas clandestinas ou auto-infligido com o auxílio de medicamentos ou outras formas ainda mais arriscadas. Independente de todas as barreiras o aborto segue sendo uma opção, independente do medo às punições do Estado, dos riscos à saúde, dos altos preços cobrados pelas clínicas clandestinas, da culpa moral/religiosa, etc. Anualmente estima-se que cerca de 1,5 milhões de mulheres se submetem ao aborto só no Brasil, e destas, 250 mil são internadas em hospitais da rede pública para realizar curetagem após a prática de aborto inseguro.

Até agora as tentativas para descriminalizar o aborto no Brasil sempre foram barradas pelos interesses dos políticos que julgam estar representando todas nós. Não somos ingênuas para acreditar que a real descriminalização do aborto possa ser concedida, esmolada. Mesmo que o aborto seja legalizado, as mulheres, principalmente as de classe mais baixa, estarão sujeitas ao sistema de saúde pública falho e aos moralismos, tabus e preconceitos tão profundamente encravados em nossa sociedade.

O 28 de setembro é marcado pelo Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização do Aborto, que já completa duas décadas de história. E para marcar nossa luta aqui em Porto[dis]Alegre, estaremos reunidas na esquina democrática juntamente com Resistência Popular, Mulheres Livres e outros coletivos e indivíduos, a partir das 18h30. Junte-se a gente neste dia, nesta luta!

______________________________________________________ Atualização 02/10/10

Confira fotos do ato aqui.

______________________________________________________ Atualização 07/10/2010

baixe aqui o panfleto (frente)
e aqui o verso

Atividades de Agosto e Inicio de Setembro

Atividades das últimas semanas

O fim de agosto foi bastante movimentado. No dia 21 aconteceu o lançamento da Outra Campanha uma proposta inspirada na La Otra Campaña dos companheiros Zapatistas,  de construção de politica, combativa, em oposição ao circo eleitoral. A atividade também lembrou o 1º ano do assassinato de Elton Brum pela brigada militar.

Sábado, dia 28 teve o  1º Caracol Libertário, que juntou diversos grupos para discutir temas ligados a teoria e prática anarquista ou autônoma. Rolaram papos sobre as anarquistas Louise Michel e Juana Buela,  sobre as correntes anarquistas e o especifismo, uma perspectiva revolucionária do movimento socioambiental, exibição de filmes entre outras atividades. A Ação Antisexista puxou uma conversa sobre a relação entre anarquismo e feminismo, tentando trazer a tona a conexão intrínseca entre o poder do estado e o poder patriarcal; o poder do patrão, o poder do marido, o poder do pai.  Todas as conversas sobre feminismo, protagonismo da mulher e anti sexismo ficaram para o período da tarde, então houve uma continuidade no debate, mesmo assim o feminismo segue sofrendo ataques e velhos preconceitos ainda estão muito vivos…  as feministas continuam sendo acusadas de ‘dividirem’ o movimento e pra muitos as demandas feministas ainda devem ser mantidas em segundo plano e em muitos momentos nos sentimos atacadas e desvalidadas. Acredito que é especialmente polêmico por visibilizar as estruturas de poder e de privilégios presentes entre as pessoas – o que entre anarquistas não é diferente.

No dia 29 de Agosto é celebrado o DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE LÉSBICA e aqui em Porto Alegre aconteceu a 4ª Marcha Lésbica. Pelo segundo ano consecutivo organizou-se um bloco autônomo que reuniu várias mulheres e coletivos.

O feriado de 7 de setembro parecia seguir normalmente: os militares marchavam, o público aplaudia ou era indiferente como todos os anos. Mas este ano vários coletivos se organizaram para uma caminhada na Borges de Medeiros, um pouco atrás do Grito dos Excluídos, e então mudamos a rota e nos aproximando do “desfile militar”. Rapidamente a Tropa de Choque formou um cordão de isolamento nos mantendo distantes, nos intimidando com armas não letais e letais. ali o pessoal do Levanta Favela apresentou uma esquete sobre a tortura durante a ditadura e hoje, provocando e chamando a atenção das pessoas que estavam por perto. Caminhamos um pouco mais em diversas direções e a esquete foi encenada em diferentes pontos ao longo da parada militar, sempre sob vigilância policial.

No momento a Ação Antisexista está na organização da 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, marcada para outubro, a intenção é fazer atividades feministas para mulheres na feira. Também em outubro  participo do Festival MorroStock, aonde vão rolar feiras de materiais independentes, um painel sobre mídia alternativa com a participação da rádio livre Antena Negra, da qual tenho programa Nem Escravas Nem Musas, e ainda no festival vou tocar com a minha banda Ferida no dia 15.

 

Ato Contra as Declarações do Arcebispo de Porto Alegre

Na ultima quinta-feira, 19 de maio, Brasilia viveu a 1ª Marcha Nacional Contra a Homofobia que veio exigir a garantia de um Estado laico e livre do radicalismo religioso e a criminalização da homofobia através da PLC 122, entre outras demandas. Simultaneamente, em Porto Alegre um ato com cerca de 70 pessoas declarou repudio às declarações homofóbicas do Arcebispo da cidade Dom Dadeus Grings.

Dom Dadeus relacionou homossexualidade à pedofilia em seu discurso na abertura da assembléia da CNBB, no inicio deste mês. Na sua mente perturbada: “A sociedade atual é pedófila, esse é o problema. Então, facilmente as pessoas caem nisso.” e “quando começa a (dizer) que eles (homossexuais) têm direitos, direitos de se manifestar publicamente, daqui a pouco vão achar os direitos dos pedófilos”.

Em falas anteriores, culpou o ingresso das mulheres no mercado de trabalho pelo desemprego mundial.

Importante é ressaltar que essas declarações não representam uma anomalia dentro do pensamento católico, sequer sua face mais extremada: Dom Dadeus faz parte da ala moderada da igreja no Brasil. Suas opiniões e posicionamentos denotam o racismo, a homofobia e o machismo atados à historia que o catolicismo construiu. A queima das mulheres, a inquisição, os massacres dos povos originários, a catequisação e revisão da história promovida pelos jesuitas, entre outros não são de forma alguma fatos isolados na história da igreja.

fotos da mani pelas compas Mulheres Rebeldes

Festa Antena Negra//Rádio Livre

FESTA DA RÁDIO LIVRE ANTENA NEGRA, é nesta sexta, dia 14! A rádio funciona há mais de um ano e transmite programas de coletivos variados. Leia mais sobre a proposta da ANTENA NEGRA em antena-negra.noblogs.org e no centro de mídia independente ou entre em contato através do contatolanegra [at] gmail [.] com .

festa/lançamento/radio/antena/negra

14/5 sexta – 22h – $5

entrebar – josé do patrocinio 340 – poa


pensamento.sentimento. possibilidade mutável.

Feminismo é o sentimento e luta contra o que nos oprime, contra a idéia de que nós mulheres somos seres inferiores. Nunca me senti assim, nunca acreditei que meus pensamentos, vontades, necessidades e atitudes devessem ser limitados pela minha condição biológica.

Feminismo é a não limitação de si mesma e lutar para derrubar os muros erguidos pelo patriarcado, que se extendem em todas as esferas das nossas vidas de forma a nos subjugar, descriminar, objetificar nossos corpos, tirar nossa autonomia e auto-confiança, para que sejamos eternas escravas e dependentes dos que detêm e querem manter o poder.

Feminismo é a resposta a exploração e a violência física e psicológica das quais sofremos. É retomar o que nos é tirado todos os dias. Feminismo é libertação. Feminismo é liberdade.

Aline